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O RIO E O MAR

domingo, 15 de novembro de 2009





Todo o rio anseia por chegar ao mar para se fundir com ele, para ser também o mar, igualmente, toda a alma anseia por chega á luz para se fundir com ela e ser também a luz.
Deveis ser um rio de águas limpas e transparentes que, na sua caminhada para o grande mar de luz, vai alimentando os peixes e estes as aves marinhas e outros peixes maiores; que vai banhando as margens, fazendo com que as flores cresçam, para que as abelhas retirem o seu pólen e façam o mel; que vai fazendo com que as arvores se elevem e dêem frutos saborosos que alimentam os pássaros e os homens.
Sede realmente um verdadeiro rio de luz que, na sua caminhada, alimenta as almas famintas da humanidade. Assim, só assim – podereis crescer até que, um dia, sejais também um grande mar luminoso. Hoje o vosso rio é sujo e lamacento, pois vós o sujais com entulho de vossos desejos, rancores, ódios, invejas, ganâncias e maledicências acerca dos outros; por isso, os vossos rios estão moribundos, sem vida real. No entanto, todo o verdadeiro discípulo se esforça por ser um mestre – que é um grande rio de luz.
O mar é constituído de muitos rios, como os rios são constituídos de muitas gotas de agua; assim, na gota encontra-se a essência do mar, como no mar se encontra a própria gota, visto que ela sai do mar e, fatalmente, terá um dia de voltar às suas verdadeiras origens. Em vós esta a essência de luz, que vem do Grande Uno e a ele terá de regressar. Para isso tendes, porem, que limpar o vosso rio e não atirar mais pedras e lixo para dentro dele.
Quando lançais pedras para o rio dos outros, elas infalivelmente cairão no vosso próprio rio. Quando julgais ver o lixo dos outros, na realidade o que estais a ver é o vosso próprio lixo. Geralmente a orgulhosa personalidade humana não consegue ter a grandeza e a humildade interior de reconhecer o próprio lixo. Contudo o verdadeiro discípulo trabalha constantemente para purificar o seu « rio interior », pois sabe que só chegará ao Grande Mar e só conseguirá fundir-se com Ele se for completamente puro e humilde.
Deveis deixar correr, do chacra cardíaco, o vosso rio de amor puro, sincero e que nada espera em troca, tal como o rio e o mar se entregam, se doam, sem nada esperarem de retorno. Quem já se encontra na senda da luz tem que ser transparente como o rio de aguas puras – humilde como ele, mas forte como o mar.
Que o vosso « mar interior » seja puro, limpo, transparente e sereno, para que no seu horizonte possa nascer o novo sol espiritual; assim de vós sairá o « alimento místico » que saciará outras vidas e a vossa alma será como um sol que iluminará as trevas e as diluirá, guiando os caminhos escuros dos vossos irmãos.
Esperemos igualmente que hoje sejais uma « gota de luz » no rio do vosso mestre, para que amanhã vós sejais o rio do vosso mestre o mar e, mais tarde, vós sejais o mar e o mestre o sol, para, deste modo, todos chegarem á grande unidade na essência divina.
O discípulo e o mestre não são mais que do que uma gota no grande rio cósmico; este, por sua vez, também anseia por se fundir com o grande mar cósmico e ainda este nada mais é do que uma pequena gota de outro mar ainda maior. A verdadeira vida não tem fim e nunca teve principio.
Vós sois o rio e o mar na pequenez e na grandeza do vosso universo interno.

CONFUCIO


A UNIFICAÇAO

quinta-feira, 5 de novembro de 2009




O cosmos pulsa, a terra vibra…
Assim se vão passando, no desconhecimento da maioria da humanidade, acontecimentos presentes, passados e futuros cuja cadência tem muito a ver com o respirar dos Logos dos diversos Sistemas, Universos e para alem deles.
Podeis sentir pulsar o UNO ?
A unificação é uma das vias – na actual fase da espiral evolutiva da Terra – para o conseguir. Mas afinal, de que unificação falamos ?
A unificação é a vivência – vivência no sentido da ultrapassagem das diferenças que, verdadeiramente só existe no reino das aparências.
A unificação é uma meta. Tudo caminha para o Grande Uno.
A unificação é uma das exteriorizações do 3º raio. De facto a unificação também implica previamente, actividade. Só quando não existe unificação … se pode falar de unificação. Então, sob o prisma do 4º reino ( o reino humano ), tem que haver uma manifestação – activa e amorosa – cuja meta é, precisamente, a unificação. Não é por acaso que servidores especialmente ligados ao 3º raio têm uma particular responsabilidade no que respeita à unificação. Importante será que, cada vez mais, consigam vivenciar no dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto, algo que se vá aproximando do sentido arquetípico da unificação.
Como será possível aspirar à unificação dos outros, se nós próprios não vivemos a unificação ? E se nem sequer compreendemos o que é unificação ?
A unificação proporciona um estado que permite o desenvolvimento de outros atributos como o reconhecimento do Belo, a transmutação do Conhecimento, a Reunião religiosa ( diríamos antes, a conquista da sabedoria ) e a penetração no Ritmo do Cosmos.


ROUENA

 
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